A artrose é uma das doenças articulares mais comuns e uma das principais causas de afastamento do trabalho, sobretudo a partir da meia-idade. Quando a artrose compromete a capacidade de exercer a atividade, pode gerar direito ao auxílio-doença. Este guia explica quando o INSS concede o auxílio por artrose em 2026.

Resumo rápido
- A artrose pode dar auxílio-doença quando impede o trabalho habitual.
- O que importa é a incapacidade laboral, não o diagnóstico isolado.
- Trabalhadores de atividades de esforço têm maior chance de concessão.
- Quando há nexo com o trabalho (esforço repetitivo, sobrecarga), pode ser benefício acidentário.
O que é a artrose
A artrose, ou osteoartrite, é uma doença degenerativa das articulações, caracterizada pelo desgaste da cartilagem que protege as extremidades dos ossos. Afeta com frequência os joelhos, os quadris, a coluna e as mãos. Causa dor, rigidez, redução da mobilidade e, em casos avançados, deformidade articular. É uma condição crônica e progressiva, comum a partir da meia-idade, e seu impacto na capacidade de trabalho varia conforme a articulação afetada e a atividade exercida.
Quando a artrose dá direito ao benefício
Como em qualquer benefício por incapacidade, o que importa é a incapacidade laboral, não o diagnóstico em si. A artrose é uma condição muito comum, e ter artrose, isoladamente, não garante o auxílio. O que define o direito é a combinação entre a gravidade do quadro e as exigências do trabalho. Um trabalhador da construção civil, que precisa subir escadas, agachar e carregar peso, com artrose avançada de joelho, tem fortes razões para o benefício. Um trabalhador de escritório, com artrose leve nas mãos e dor controlada, dificilmente recebe. A mesma doença gera resultados diferentes conforme a atividade.
Documentos para a perícia
- Atestado médico recente, com CID (M15 a M19, conforme a articulação), descrição do quadro e indicação de incapacidade.
- Exames de imagem: radiografias e ressonâncias que mostram o grau do desgaste articular.
- Relatórios do ortopedista ou reumatologista, com a evolução e os tratamentos.
- Histórico de tratamento: medicações, infiltrações, fisioterapia, eventual indicação cirúrgica.
- Descrição da atividade laboral, com as exigências físicas incompatíveis com o quadro.
Artrose e nexo com o trabalho
Embora a artrose seja, em parte, uma condição ligada ao envelhecimento, o trabalho pode acelerar ou agravar o quadro. Atividades com esforço repetitivo, sobrecarga das articulações, movimentos de impacto, levantamento de peso contribuem para o desgaste articular. Quando há essa relação, a artrose pode ser caracterizada como doença ocupacional, e o benefício passa a ser acidentário (B91), com a vantagem da estabilidade no emprego no retorno e da manutenção do FGTS. A CAT é importante para essa caracterização.
Quando a artrose leva à aposentadoria
Em casos graves, com artrose avançada, múltiplas articulações comprometidas e sem perspectiva de recuperação que permita o retorno ao trabalho, o quadro pode evoluir do auxílio-doença para a aposentadoria por incapacidade permanente. Isso ocorre quando a perícia conclui que não há tratamento capaz de devolver a capacidade laboral e que a reabilitação profissional não é viável. A artrose grave de quadril ou joelho, em trabalhador de atividade braçal, é um cenário em que essa evolução pode acontecer. O acompanhamento médico documentado é a base para essa avaliação.
Cada caso tem particularidades. Um advogado pode analisar a sua situação e indicar o melhor caminho.
Perguntas frequentes
Artrose dá direito a auxílio-doença?
Pode dar, quando impede o trabalho habitual. O que importa é a incapacidade laboral, não o diagnóstico isolado. Trabalhadores de atividades de esforço têm maior chance de concessão.
Tenho artrose mas trabalho em escritório. Tenho direito?
Depende da gravidade. Artrose leve com dor controlada, em trabalho sem esforço físico, dificilmente gera o benefício. Artrose avançada que compromete a função, mesmo em escritório, pode dar direito.
A artrose pode ser considerada doença do trabalho?
Pode, quando o trabalho (esforço repetitivo, sobrecarga, impacto) acelerou ou agravou o quadro. Nesse caso, o benefício é acidentário (B91), com estabilidade no retorno e FGTS mantido. A CAT é importante.
Quais exames levar à perícia por artrose?
Radiografias e ressonâncias que mostram o grau do desgaste articular, atestado com CID, relatórios do ortopedista ou reumatologista, e o histórico de tratamento (medicações, infiltrações, fisioterapia).
Artrose pode levar à aposentadoria por incapacidade?
Pode, em casos graves com múltiplas articulações comprometidas e sem perspectiva de recuperação. Quando a perícia conclui que não há retorno possível ao trabalho, o quadro pode evoluir para a aposentadoria por incapacidade permanente.
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