A aposentadoria por idade do homem aos 65 anos em 2026 é a regra permanente do RGPS após a Reforma da Previdência (EC 103/2019). Para quem ainda não atingiu os requisitos, regras de transição podem ser mais vantajosas. Este guia detalha requisitos, cálculo da RMI, regras de transição aplicáveis, documentos necessários e como pedir.

Aposentadoria por Idade Homem 65 Anos: Regras, Cálculo e Pedido (2026)

Resumo rápido

  • Idade mínima: 65 anos (regra permanente desde a Reforma de 2019).
  • Tempo de contribuição: 15 anos para homem filiado antes de 13/11/2019; 20 anos para novas filiações pós-Reforma.
  • Carência: 180 contribuições mensais.
  • Cálculo: 60% da média de todos os salários desde julho/1994 + 2% por ano que exceder 20 anos de contribuição.
  • Sem fator previdenciário: aposentadoria por idade dispensa o fator (vantagem sobre a antiga aposentadoria por tempo de contribuição).

Índice deste guia

Requisitos da aposentadoria por idade do homem em 2026

Conforme art. 19 da EC 103/2019 e legislação ordinária complementar, a regra permanente exige:

  • 65 anos completos na data do requerimento (DER).
  • 15 anos de tempo de contribuição para homem filiado antes da Reforma; 20 anos para filiações novas pós-13/11/2019.
  • 180 contribuições mensais de carência.
  • Qualidade de segurado dispensada: segundo o art. 3º, §1º, da Lei 10.666/2003, a perda da qualidade não impede o benefício por idade.

Regras de transição aplicáveis ao homem

Para homem filiado antes de 13/11/2019, há quatro caminhos relevantes: o da idade urbana e três regras que substituem a antiga aposentadoria por tempo de contribuição (pedágio 50%, pedágio 100% e pontos).

Transição da idade urbana

Para o homem, a regra antiga (anterior à Reforma) já era 65 anos. Não houve aumento, e a regra permanente foi mantida. Em 2026, o homem se aposenta por idade urbana com 65 anos completos.

Pedágio 50% (art. 17 da EC 103/2019)

Para homem que, em 13/11/2019, já tinha 33 anos de contribuição (ou mais, faltando ≤ 2 anos para os 35), pode optar pelo pedágio 50%, contribuir 50% adicionais do tempo faltante. Aplicação seletiva para quem tem cálculo médio favorável.

Pedágio 100% (art. 20 EC 103/2019)

Para homem filiado até 13/11/2019: exige 60 anos de idade, 35 anos de contribuição e um período adicional (pedágio) igual ao tempo que faltava para os 35 na data da Reforma. Vantagem: dispensa o fator previdenciário e usa 100% da média.

Regra dos pontos

Para homem: soma idade + tempo de contribuição, com mínimo de 35 anos de contribuição. Em 2026, exige 103 pontos (sobe 1 ponto/ano até 105 em 2028). Aplicável a quem tem perfil de pontuação alta sem ter atingido idade ainda.

Como calcular o valor da aposentadoria

O cálculo é em duas etapas:

  1. Salário-de-benefício: média aritmética de 100% dos salários-de-contribuição desde julho/1994 (regra pós-Reforma, sem descarte dos 20% menores).
  2. Coeficiente: 60% da média + 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos (para homem).
Tempo de contribuiçãoCoeficienteRMI sobre média
15 anos (mínimo carência antiga)60%60%: não atinge novo mínimo
20 anos60%60%
25 anos60% + 10%70%
30 anos60% + 20%80%
35 anos60% + 30%90%
40 anos60% + 40%100% (teto da média)

O benefício não pode ser inferior ao salário mínimo (art. 201, §2º, CF) nem superior ao teto do INSS (em 2026, R$ 8.475,55).

Documentos para o pedido

  • RG e CPF.
  • Comprovante de residência atualizado.
  • CNIS completo (extraído pelo Meu INSS).
  • Carteira de Trabalho (CTPS) digital ou física.
  • Comprovantes de contribuição para períodos não constantes do CNIS (GPS, carnês).
  • Certidão da Junta Militar (se houver tempo militar averbável).
  • Certidões de tempo de serviço escolar para aluno aprendiz (Tema STJ 1019).
  • CTC de regime próprio (RPPS), se aplicável.

Passo a passo do pedido

  1. Audite o CNIS pelo guia do CNIS: corrija lacunas antes de pedir.
  2. Simule cenários, regra permanente x regra dos pontos x pedágios.
  3. Reúna documentação complementar (tempos especiais, militar, aluno aprendiz).
  4. Acesse o Meu INSS com conta gov.br.
  5. Selecione “Novo Pedido > Aposentadoria por Idade Urbana”.
  6. Anexe documentos e protocole. Prazo de análise: 45 dias.

Dicas para maximizar o valor

  • Verifique se a transição é mais vantajosa: em muitos casos, o pedágio 100% rende RMI maior porque usa 100% da média (sem coeficiente decrescente).
  • Inclua tempo militar e tempo de aluno aprendiz via certidões para aumentar o coeficiente.
  • Auditoria CNIS: vínculos ausentes ou salários incorretos prejudicam a média. Corrigir antes evita revisão posterior.
  • Considere atrasar o pedido para acumular mais anos de contribuição se isso elevar o coeficiente (cada ano adicional após 20 = +2%).

Em quase todos os casos, simulação técnica entre regra permanente e regras de transição altera o valor final. Um advogado pode comparar cenários e indicar o melhor caminho.

Perguntas frequentes

Posso me aposentar aos 60 anos pela idade?

Não pela aposentadoria por idade urbana, que exige 65 anos. Para homem na atividade rural ou em regime de economia familiar, a idade é 60 anos (aposentadoria por idade rural).

Aos 65, com 15 anos de contribuição, recebo quanto?

60% da média dos salários-de-contribuição desde julho/1994. Em muitos casos, isso resulta em RMI próxima ao salário mínimo se os salários históricos foram baixos. Contribuir até atingir 20 ou 25 anos pode elevar significativamente o valor.

Aposentadoria por idade é compatível com BPC?

Não. BPC e aposentadoria são incompatíveis. Quem se aposenta por idade tem o BPC cessado (e vice-versa). A escolha pelo benefício depende do valor, aposentadoria normalmente é mais vantajosa.

Posso continuar trabalhando após me aposentar?

Sim. A aposentadoria por idade é compatível com trabalho remunerado. O segurado continua contribuindo sobre nova remuneração, mas, em regra, não há revisão futura (desaposentação não é admitida, Tema 503 STF).

Vale a pena esperar mais alguns anos para aumentar o coeficiente?

Depende da expectativa de vida e do valor presente. Em valores correntes, 2% a mais por ano = aumento permanente vitalício. Simulação técnica é o melhor diagnóstico, em alguns casos, esperar 2-3 anos rende mais que se aposentar imediato.

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Fontes